

Poemas
Lágrimas
Lágrimas cruéis ueimam minha alma Lágrimas cruéis Acompanham meus lamentos Dias e noites eu sofria Ouvindo choros, canções tristes Várias pessoas eu vi Mortas para o sol, acorrentadas na dor As noites foram piores. Rios de lágrimas quentes Escorrendo pelas estradas das angústias Turvando o brilho da luaEntão eu que assistia tudo chorei Chorei pelos homens, pela humanidade Chorei pelas crianças e meu coração sangrou Sangrou até morrer de dor, chorei...Minha alma ficou perdida, Neste mundo de horrores Minha alma morreu para o sol Está acorrentada em todas as dores....
Camila Lages
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Mórbido Desejo
Conceda-me uma faca, meu Deus Abençoada, brilhante e afiada Que atravesse as veias, sem dó E ao coração desate o nó Para que fiquemos mais aconchegantes Quando retornarmos ao pó Quando distâncias tenderem a voltar E onde fica a amada? Numa alma perturbada? Nos berços da ilusão, será? Na solidão? No amar? Ouça minhas preces, Senhor! E conceda-me a faca Quem sabe cante eu o corte da vitória? No final de uma dura corrida? Quem sabe eu destroce a minha memória? Quem sabe eu assassine o amor? Mórbido e triste? Puro e sem maldade! Apenas querendo uma faca Para matar a dor E feridas coçar Para cicatrizar Queria você me querer? Para depois sofrer? Leve a faca querida E em seu gume, restos de minha ferida Para seu quarto enfeitar E seu ar perfumar Com o verdadeiro odor de uma coração Podre que pode... Podre que pede... Sangue puro, quente e vermelho Já olhaste, querida? Seus olhos profundos no espelho? Consegue ver as veias vermelhas? E a pupila dilatada? Que o espírito denuncia? Seus olhos falam, sabia? Leve, garota, a primazia De uma veia podre jorrando sangue de ópio Sangue de lágrimas Faca que alivia as lástimas E deixam lembranças de um funeral assim como faz uma rosa branca No lar de uma família de ossos Para alegrar a casa E ilusões satisfazer De um coração deturpado sentindo-se mal Dentro do peito de um animal Selvagem e mórbido? Tá certo! Humanamente racional!
Cristiano Marazzi
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Sopro das Trevas
A morte bate a porta dos meus sonhos todos os dia Sinto seus dedos frios me tocar E o sopro do seu chamado em meus ouvidos Convidando-me para com ela partir Os meus pesadelos eternos Dizem-me sempre Qual o caminho certo a seguir.
Minhas lágrimas sanguíneas Minhas gotas divinas De sangue derramado Doce e desejado. Minha vida morta Minha vitória sem glóriaMeus pensamentos que vivem Em função da morte e do passado.
Espera constante Por um pesadelo distante Que nunca chega próximo da realidade Que sempre negam as verdades Escondidas na pedra de gelo Que tenho no lugar do coração Que nunca sonham por mim Que deixam que eu chore assim Que nunca me dão perdão.Gritos abafadosNo silêncio da noite Na véspera da morte Que vem do sul, do norte; De um inferno em chamas De uma glória infâmia De viver e ao mesmo tempo morrer Gritos que soam como suspiros Que suspiram esperando e desejando Um sopro que venha das trevas, A morte digna pela qual se espera
.Daniely Melo
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Aos Cemitérios Esquecidos
Eis o lugar de arrepios aos estúpidos És onde minhas doces lágrimas descarrego Noites e noites, morada de meus devaneios distraídos E aos túmulos e a solidão me apego Tamanha distração que nem licença peço Ao me deitar sobre sepulturas particulares Anjos mortos solitários em seus lares E nessa morbidez lúgubre padeçoUm mar imenso de estacas e cruzes Anjos de mármore, sinais da morte Aqui na eterna escuridão, jamais acendam luzes Nessa desgraçada vida nunca tive sorte O barulho do mundo foi minha tortura Aqui no mar do esquecimento, a paz é minha cura Se na vida nunca tive sorte É então que nesse cemitério prefiro a morte
Eduardo Siqueira
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Fim?
Por favor alguém me salve Estou me perdendo no vazio da minha vida Sinto que está ficando tudo preto Estou com medo Não sei o que fazer, nem o que sentir Não sei nem o que perguntar nem pra quem perguntar Como vou me salvar da escuridão? Um silêncio, uma solidão, uma vida em vão Um amor perdido ou amor fingido Uma dor com razão Um coração que sangra a cada batida Um olhar obscuro Uma face amedrontada Então uma mão se ergue diante meus olhos Penso que é a salvação e seguro-a Quando está quase no fim Sinto que estou caindo novamente Meus cabelos começam a cair Minha boca fica seca Sinto que é o fim Então, abro solhos.
Gabriela Guerra
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Alma Adormecida
O dia lá fora está tão frio, chuvoso e vazio Eu me sinto triste e quebrada Estou completamente abandonada Perdida em minha tristeza Tudo é tão frio, belo e negro Sinto-me incrivelmente despedaçada Estou sozinha e fracaPerdida em meus lamentos e lágrimas Quando você se remete às sombras A única saída é a morte Quando você não vê mais a alegria A única saída é o sanguue O dia lá fora está gelado e remoto E eu aqui chorando todas as minhas mágoas Vejo as lágrimas caírem na taçaE se confundirem com o vinho Mulheres de vestidos negros Que pairam por sobre a torre Posso ver da janela Enquanto eu serei mais uma delas Quando você se remete às sombras As rosas ganham mais espinhos Quando você não vê mais alegria A neve branca ganha cor de morte sangue... Sangue de vidro...
Invalid Angel
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Anjo Negro
Anjo negro!!! No negro da noite vaga. A procura de um sonho, no qual possa sonhar.Seus desejos...Despejados em uma agonia que paira no ar.A alma vazia...Consumida pela angústiado simples existir, reverencia a dor.Mentiras lançadas ao léu (letais)petrificam o ser celestial, que em uma epígrafe sagrada, teve sua existência consagrada.Com caráter lendário, esconde-se no submundo de seus sentimentos.Deflagrando-se em devaneiosSubmetendo-se à triste realidade, e estar presente em presente devastador.Condenando uma almaE como um uxoricida, deleita-se, em decadência absoluta.Ante ao sonho real, esquecido e enterrado, em uma Esquife de palavras sutis.
Enaiv Sotam
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Rosas
Meu campo está cheio de rosas em botões. E espinhos existem mais do que as pedras no chão. Não tenho como colher as rosas, Pois meus pés não agüentam A dor das pontas das pedras. E mesmo se suportasse, Eu não poderia pegar as rosas.Os espinhos são grandes, afiados E estão por toda parteMesmo sem exitar aos espinhos em minha carne, Colheria somente botões. Não adiantaria deixá-las na roseira, Pois a gelidade da noite de ventos tempestuosos Quebrariam as rosas e nunca desabrochariam, E ali morreriam E vão secar com o sol tórrido Do dia abafado. E nunca mais existirão rosas de nenhuma cor, Pois só ali, naquela parte do meu coração Elas foram cultivadas. Os sofrimentos e as angústias Fizeram a vida Querer se extinguir em mim. Então, não preciso mais viver,
E nem as rosas dentro de mim.
Cláudia E. W. Rigo
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Lágrimas
depressivas
É assim todo o dia
O sol clareia brando
A lua suaviza meu pranto
Medito sobre minha vida vazia
Lágrimas de suplício
Lágrimas geladas...
Lágrimas desperdiçadas...
Tentando aliviar meu martírio
E eu odeio tudo isso
Odeio sentir essa tortura
Ser seguida por essa amargura
Até já tentei suicídio
Minha lamúria
Meu terror que queima minha alma
Minha mortificação que não me deixa ter calma
Minha eterna fúria
Lágrimas...
Lágrimas de dor
Lágrimas sem amor
Mágoas...
Tentei me afogar
Nessa lamentação inútil
Nesse lamento fútil
Na bruma que disfarça o mar
Mas isso não me protegeu
Só me trouxe mais aflição
Só trouxe minha crucificação
Mas isso não me abateu
Pois, assim como eu
Nesse mundo profano
Sufocado nesse desejo insano
Muita gente morreu...
Nessa imortal depressão

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--†--Sentimento calado--†--
Tudo voltou ao normal,
Novamente a tristeza que antes disfarçava
Agora se expulsa de meu ser, abalada
Como posso Ter todo esse mal?
Esse mal de fixar meu pensamento em uma só coisa
Em uma só lembrança, em uma só pessoa
Estou morrendo pouco a pouco...Quero gritar!
E essa dor incessante de meu peito retirar,
Dor que está despedaçando meu coração.
Estou me perdendo novamente
Na melancolia e na escuridão de minha mente
Onde só existe arrependimento e vontade
Vontade de te pedir perdão e te ver feliz
E arrependimento de Ter feito o que fiz
Mas, te ver feliz seria com sua outra metade
Não eu... Não quero lágrimas ao meu peito
E sim um sorriso direito.
Por mais que eu tenha certeza
De que nunca mais terei ao meu lado sua beleza
Ainda teimo em continuar nessa eterna tristeza
Ferindo-me neste amor roubado,
Desse Sentimento calado.

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Madrugada
O sangue percorre meu
corpo
Um silêncio percorre os segundos
Não sinto meus pés no chão
Sinto é um vazio imenso na alma
Uma extrema calma
Eu quero chorar e gritar
Eu quero é sumir
E caminhar na escuridão
Com o coração quebrado e sangrando
Rasgando de solidão
Vago no céu estrelado
Acabou a noite , e chegou a madrugada
Eu choro em lágrimas de sangue
Por não Ter a liberdade
Por ficar só na vontade
De poder vagar mais alto
Em trevas imensas
Em noites densas
Sob os sepulcros vazios
Agora paro, sento em um telhado
Reparo a noite, acabou a madrugada
Dormirei aqui, sob a lua
Minha branca lua
Como eu ...
meus olhos se fecham
e minha alma vaga... e assim, pra mim...
continua a madrugada...
Último suspiro
Why can´t you see?
Veja o nada em que me toreni
Teu silêncio é sufocante
Você poderia ver se notasse a minha medíocre existência
Não feche seus olhosagora
Logo agora que preciso de ti
Estenda a tua mão e me tire desse escuro
Aqueça-me nesse frio mórbido,nessa noite triste
Faça-me viver novamente...se é que um dia eu estive viva
Queria sonhar novamente...
Mas tudo o que acontece é você vir,invadir a minha mente confusa
e assombrá-la,consumindo o único resto de sanidade que há em mim
Enfraqueço nesse silêncio,seus olhos tão distantes que preferem fitar o nada que
a mim
Não consigo dizer uma só palavra
Isso vai acumulando,acumulando,me envolvendo...
Me sufocando,me possuindo,me matando...
Despedaçada...
Veja o que está diante de ti,não feche os olhos
Não seja mais um a fazer isso comigo
Este é o meu último suspiro que deixo para ti...

Príncipe Trevoso
Para que tu cantas devaneando madrugada afora,
festejas, ao acaso, a morte minha na passada aurora?
Teu choro gutural pelos jardins cortando o vento como uma foice
ressoa a minha alma como o devasso anjo da noite.
Nas pálpebras não há mais lágrimas quentes ou frias
brotando em alva face alimentando-se das melancolias minhas
somente a falta de flores em minhas reminiscências
e mesmo após o passamento, destas houve triste ausência
Sobrevive ainda o cinzento e sinistro alvor da lua
O trevoso príncipe caminha além, lamentando pela rua.
Ainda choras, meu amor? Não cala teu lábio por causa de mim
haja visto que não há mais volta à viveza do sangue carmim.
Orquídeas e lírios são flores que adormeceram no campo
não enlacem meu mórbido passado a seres de tamanho encanto!
De pureza tamanha como as donzelas daquele poeta
ainda espero-te em meu sepulcro, toda de langor coberta.
Quase ao romper da alvorada ouvi uma voz a trilar:
"Como querias ter meu amor se nem mergulhavas em meu olhar?!"
Não podia eu ter tal regalia, não por ti ser estimada!
Me lastimei na noite seguinte, uma rosa negra foi deixada.
Levantei-me lacrimosa pela necrópole a passear,
a lua pranteava-me a face e o vento colocava-se a chorar
e antes de poder recitar novamente, senti agradável calafrio,
era o trevoso príncipe meu, beijando-me com sopro frio.
Havia o desgosto, ao alvorecer, sua força vital consumido
o devasso anjo da noite, jurou-me seu amor até o infinito
ele fazia-me nascer junto à tumba uma flor a cada lua,
a mórbida volúpia de minh'alma renascia noturnal como a sua.
Debora Elisa
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Antes a morte
Antes a morte, que está vida sem menos entender
Com a minha alma vagando pelas ruas
E meu corpo sobre a cama a falecer
Corpo que não sente mais nada
Corpo que só espera o seu fim
Esse corpo é mais um corpo vazio
Porque a sua alma está vagando pelas ruas
E vaga a sentir dor
Que desesperada sai a procura do nada
Que aguardava as trevas ou o paraíso
Alma que sofria o desespero do fim
Que esperava poder pagar pelos seus erros
Essa alma hoje está no seu grande purgatório
Finalmente pôde falecer
Para pagar todos os seus erros
Em um lugar com melancolia e muito desprezo...
Thaís Santos Seixas

Vida Maldita
Dor e solidão formam minha vida injusta
O que eu sou
Um ser maldito excluído da natureza e da sociedade
De minha família
Sem amigos
Sem alma
Sem conseqüências
Sem pensamentos
Sem responsabilidades
Sem impulsos
Sem amor
Sem coração
Sem vida;
Sou apenas mais uma pessoa num mundo injusto
Onde nada nem ninguém me entende
Minha família me despreza e me critica
Meus amigos são falsos
Até meu amigo imaginário me corrompe com suas mentiras sem fim
Sou apenas mais um brinquedo de dor
Um brinquedo sem utilidade
Minha doença emocional não é compreendida
Minha alma não é bem querida
Meus olhos são vazados de dor
Minha boca sangra e chora sem a doce morte
Que me deixou em prantos sem solução
Aqui estou
Aqui sou
Vermes me desejam
Abutres me esperam para o jantar
A terra, maldita terra me suga para si
E nada nem ninguém me entende além de um mísero boneco de pano
Que até parece ser muito feliz, mas é apenas sua boca mal desenhada
Mas ele também não tem ninguém para lhe confortar
Aqui nós dois estamos
Aqui nós dois morremos
Nessa vida injusta e maldita
Willis Carmo
